As mulheres conquistaram (e continuam conquistando) diversos espaços no mundo do trabalho dia após dia. Elas mostraram que podem atuar no ramo que quiserem e serem excelentes nisso – no setor dos eventos não é diferente. A liderança feminina em eventos tem sido cada vez mais frequente e conta com diversas organizadoras bem-sucedidas e inspiradoras.
Em ocasião ao Dia Internacional da Mulher – que celebraremos no dia de amanhã – preparamos um artigo justamente sobre essa temática: a liderança feminina no mundo dos eventos, sua importância e os principais desafios envolvidos.
Continue conosco!
A importância da representatividade feminina no setor de eventos
Embora as mulheres ainda passem por dificuldades – lutas que ainda precisam ser vencidas – a representatividade feminina no mercado de trabalho foi uma conquista inegavelmente triunfante.
Segundo pesquisas do SintiBref – Minas, o número de mulheres empreendedoras dobrou nos últimos 5 anos e o percentual de mulheres em cargos de liderança nas empresas aumentou em 29%. Além disso, a quantidade de mulheres na política, nas artes, na ciência e na tecnologia também têm aumentado exponencialmente – um número que só tende a crescer.
No mundo dos eventos não pode ser diferente. A importância da representatividade feminina também nesse setor se justifica pela necessidade do reconhecimento e a manutenção na igualdade entre os gêneros, a busca pelos direitos individuais e reafirmação da identidade da mulher como ser humano igualmente competente e capaz.
Felizmente, nos últimos anos pudemos observar uma crescente bastante positiva de organizadoras, produtoras, palestrantes e empreendedoras no mundo dos eventos.
Quer alguns exemplos? A gente te mostra!
- Cristina Arcangeli: Cris Arcangeli é empreendedora, palestrante, e praticamente criou a São Paulo Fashion Week, maior evento de moda do Brasil. Leia mais sobre ela aqui;
- Roberta Nonis: Roberta é CEO da Evento Único e idealizadora do encontro “Mulheres de Eventos”, evento criado com o intuito de discutir o papel da mulher no mercado de trabalho;
- Daniela Rodrigues Andriolo: gerente de projeto que possui 20 anos de experiência coordenando e gerenciando congressos nacionais e internacionais do segmento médico;
- Raquel Boletti: produtora de eventos e proprietária da Night Shift, empresa especializada em operações para eventos;
- Roberta Palma: atleta e organizadora de eventos no setor de corridas de rua e trail – como a Meia Maratona de SP, Maratona de SP, Volta Ciclística do Estado de SP e outras.
Esses nomes são apenas alguns, mas há diversas mulheres inspiradoras que fazem a diferença nesse mundo que tanto amamos: o mundo dos eventos.
5 desafios da liderança feminina no mundo dos eventos
Apesar de estarem triunfando em seus meios de atuação e enriquecendo o ramo dos eventos com seus conhecimentos, formações, competências, habilidades e experiências, as mulheres envolvidas na liderança feminina dentro desse setor ainda possuem diversos desafios.
A seguir, você vai conhecer 5 deles:
#1 Diferenças salariais
Você sabia que, no quesito igualdade salarial, o Brasil se encontra na penúltima colocação das Américas? Sem falar que, de 142 países avaliados, ocupamos a 124ª posição?
Infelizmente, as diferenças salariais entre homem e mulher são uma realidade gritante. Segundo pesquisas da Catho (agência de empregos) realizadas em fevereiro de 2021, as mulheres, mesmo ocupando os mesmos cargos dos homens, chegam a ganhar até 34% a menos do que eles – um número que cai ainda mais quando falamos de mulheres pretas.
Além disso, embora exista um projeto de lei desde 2011 acerca da desigualdade salarial entre os gêneros – e que esse já tenha sido aprovado pelo senado – o projeto ainda aguarda sanção presidencial. A proposta, conhecida por (PLC) 130/2011, busca impor ao empregador multa correspondente a cinco vezes a diferença verificada em todo o período da contratação.
Por ora, as mulheres permanecem em uma posição discriminatória em suas remunerações.
#2 Descrédito e preconceito
E como se não bastasse a injustiça salarial, as mulheres inseridas no mercado ainda sofrem com o descrédito e, muitas vezes, o preconceito.
Acredite se quiser mas, em pleno 2022, ainda existem pessoas que enxergam a mulher que “trabalha fora” como uma exceção ao seu “papel principal” exercido dentro de casa. Por causa disso, as mulheres são descredibilizadas não só dentro do ambiente de trabalho, mas antes mesmo de serem inseridas nele.
O preconceito, nesse sentido, já começa na entrevista de emprego, no início do empreendimento, no projeto do evento a ser idealizado, e assim por diante. Como consequência, os estereótipos continuam à tona.
#3 Assédio e objetificação
Em 2020, uma pesquisa do Instituto Patrícia Galvão – obtida pelo G1 – apontou que 40% das mulheres dizem que já foram xingadas ou ouviram gritos em ambiente de trabalho, contra 13% dos homens.
Infelizmente, o assédio tanto moral, quanto sexual são reais, mas muitas vezes acontecem de forma oculta ou são, simplesmente, levados como brincadeira por parte dos homens ou então vistos como grandes “exageros”.
A objetificação também é um problema notório. Ao invés de serem consideradas iguais dentro do ambiente de trabalho – de forma a receberem o respeito digno de todo ser humano – muitas mulheres são objetificadas e relacionadas ao prazer sexual.
#4 Dupla jornada
Apesar de vivermos em eras modernas e ser já bastante comum as mulheres trabalharem fora, muitas delas ainda precisam enfrentar a dupla jornada e acabar tendo que cuidar da casa, dos filhos, da comida, do trabalho e de tudo um pouco – no mesmo dia.
Outras ainda, além de trabalharem dentro e fora de casa, também investem nos estudos e acabam encarando uma tripla jornada. O risco disso está em algo que, infelizmente, está cada vez mais comum: estamos falando do burnout.
Hoje considerado realmente uma doença, o burnout, também chamado de síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico causado por um pico de exaustão relacionado à vida profissional daquele indivíduo.
Quando falamos do setor de eventos aliado a todos os muitos compromissos e afazeres da mulher moderna, é necessário atenção. Afinal, o setor de eventos é, sem dúvidas, muito agitado e demanda um grande empenho da organizadora e sua equipe, o que pode gerar um grande nível de estresse na rotina.
#5 Autossabotagem
Por último, um desafio bastante comum – mas muito ignorado pelas mulheres também. A autossabotagem se caracteriza como agir contra si mesmo ou, então, atrapalhar as próprias tarefas.
Também podemos relacioná-la à insegurança, ao receio e ao medo que a mulher sente diante da possibilidade de inserção no mercado de trabalho. Esse sentimento se dá, principalmente, pela necessidade de ser aceita e de atender aos padrões da sociedade, além do medo do fracasso.
E quando falamos de eventos, essa “responsabilidade” aumenta ainda mais – afinal, uma mulher idealizando, organizando e produzindo um evento? Infelizmente – por incrível que pareça – esse é o pensamento de muitas mulheres.
O sentimento de impotência é tradicionalmente muito comum entre as mulheres diante da possibilidade de assumir seus direitos e continuar avançando sem receios – mas isso pode (e vai!) mudar.
A representatividade feminina é tão importante justamente por isso. Ao se inspirar em uma grande empreendedora, produtora, gestora, palestrante e afins, uma mulher insegura pode, certamente, tomar a coragem que precisa para também se inserir no mercado de trabalho.
Afinal, as mulheres podem sim, fazer tudo o que elas quiserem. Seu papel é importante nas conquistas e na evolução da mulher dentro do mercado. Continuemos na luta!
A todas as organizadoras, produtoras, palestrantes, empreendedoras e mulheres envolvidas no setor dos eventos, um feliz dia da mulher de toda a equipe do E-inscrição! Vocês nos inspiram.
E se você deseja homenagear uma heroína, copie o link e envie este artigo para ela agora mesmo!
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